Anais do VI Congresso de Letras: Linguagem e Cultura: Múltiplos Olhares, 2007

RAZÃO E LOUCURA: OS IDEAIS ILUMINISTAS E A CRISE DO SÉCULO XX

Evandro Figueiredo Cândido

Resumo


A idéia de se estar cada vez mais próximo de uma sociedade perfeita tornou-se bastante cara aos pensadores do século XVIII. Fundamentado no pensamento renascentista de valorização do homem, o Iluminismo dispensava interpretações de mundo baseadas em superstições; combatia-se firmemente a Igreja, proclamando a necessidade de se colocar pensamento crítico acima de qualquer dogmatismo. A certeza de se viver no melhor dos mundos possíveis mantinha-se corrente. Reinava o otimismo; a cada momento a tecnologia trazia felicidades. Contudo, todo o otimismo edificado durante longos séculos sofreu profundos abalos no limiar do século XX. A deflagração de uma guerra envolvendo os grandes países do mundo demonstrou que a humanidade, outrora considerada feliz, carregava consigo o peso de crises profundas. O século XX trouxe consigo o medo e descrença. Nesse sentido, propomos, nessa comunicação, uma leitura da obra “A Peste” de Albert Camus. Considerando esse autor como um crítico da Modernidade, tentaremos analisar a obra como uma possível alegoria à crise da Razão; Razão essa construída e idealizada durante longos séculos.

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