Revista de Ciências, Vol. 9, No 25 (2018)

Perfil epidemiológico dos casos de sífilis congênita notificados no estado de Minas Gerais

Letticia Selles Nacife dos Reis, Felipe Ferreira Hassen Freire, Lara Dias Gardoni, Manoel Vinícius Vasconcelos Miranda Guzella, Cecília Lopes Nobre, Gisele Vitali Laignier, Sávia Franklin Mansur

Resumo


O presente estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico
da Sífilis Congênita, no Estado de Minas Gerais, Brasil, entre os anos 2007 e 2013. Se tratou de um estudo descritivo e retrospectivo, realizado a partir de dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), ambos pertencentes ao Departamento de Informática de Agravos de Notificação (DATASUS). No período avaliado, verificou-se
1.803 casos notificados de Sífilis Congênita e taxas de incidência de 0,36 e 0,85 por 1.000 nascidos vivos, respectivamente nos anos de 2007 e 2013; a maioria das notificações foi de nascidos vivos cujas mães tinham ensino fundamental completo (32,68%), haviam realizado pré-natal (78,86%) e tiveram diagnóstico de sífilis no momento do pré-natal (59,85%). Além disso, foi observado que os parceiros das mães, que tiveram recém-nascidos diagnosticados com Sífilis Congênita e receberam
o diagnóstico de sífilis durante o pré-natal, só foram tratados em 20,3% dos casos. Nesse contexto, conclui-se que houve um aumento da taxa de incidência dos casos de Sífilis Congênita no Estado de Minas Gerais, no período analisado, e que o pré-natal não tem sido efetivo na prevenção
e redução dos casos.

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