Revista de Ciências, Vol. 5, No 2 (2014)

Neurônios espelhos: uma nova perspectiva para o avanço da medicina

Isabela M. Dutra, Gabriela A. N. Brasilino, Cheyenne C. Souza, Lidiane R. Carvalho, Raquel Xavier Ligeiro Dias, Melissa Araújo Ulhôa Quintão

Resumo


Os neurônios espelhos fazem com que o cérebro funcione como um simulador de ações e respondem à observação dos movimentos. São responsáveis pelo desenvolvimento da linguagem, empatia e imitação. Recentemente foi descoberto que sua falha pode ser a gênese do
autismo. Outro aspecto da possível relevância clínica dos neurônios espelhos é a reabilitação dos membros após acidente vascular cerebral, ao utilizar técnicas que induzem a plasticidade cortical. Neste estudo, objetivou-se conhecer os neurônios espelhos e suas possíveis aplicações na medicina. Métodos: Realizou-se uma busca on-line no Scielo, PubMed
e Google acadêmico com os seguintes descritores: neurônios espelhos, autismo, reabiitação e mirror neuron. Desenvolvimento: Os neurônios espelhos foram descobertos na década de 90 na Itália, durante um experimento com macacos Rhesus. Após essa descoberta vários estudos
foram realizados e identificados também em humanos. São células que respondem à observação de ações específicas, a um som que representa uma ação, ou ao comando verbal. Uma das possíveis etiologias do autismo é a falha dos neurônios espelhos, que resulta em uma série de prejuízos que caracterizam a síndrome clínica do autismo. A teoria do espelho é uma das técnicas utilizadas na recuperação dos pacientes com AVE. O indivíduo realiza movimentos frente a um espelho com o intuito de “confundir” o cérebro, fundamentando-se na “imitação motora” para o membro acometido. Conclusão: Ainda há poucos estudos sobre esse tema, mas pode-se inferir que o sistema de neurônios espelhos pode ser um grande passo para o avanço da medicina no tratamento do autismo e na reabilitação.

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