Revista de Ciências, Vol. 7, No 3 (2016)

Síndrome de Steven Johnson associada ao uso de Fenitoína: relato de caso

Aline Taveira Mayrink, Luana Matos Santos, Jackline Santos Dias, Suellen Alves Moreira, Ana Letícia Alves Barbosa, Helena Facury Barbosa

Resumo


A síndrome de Stevens Johnson é uma moléstia rara caracterizada por reações mucocutâneas potencialmente fatais causadas por hipersensibilidade tardia a imunocomplexos e pode ser desencadeada
por vários motivos, entre eles o uso de múltiplos medicamentos. As manifestações clínicas mais frequentes são: máculas, pápulas, vesículas, bolhas, placas de urticária ou eritema confluente sendo mais frequente na face, pescoço, tórax e abdome. As lesões em alvo são características da doença. O tratamento da síndrome de Stevens-Johnson é usualmente de suporte e sintomático: devem ser realizados cuidados meticulosos com a pele e membrana mucosa, semelhantes aos de um paciente queimado, além de avaliação oftalmológica diária e acompanhamento por longo prazo. Além disso, deve-se realizar a suspensão ou substituição do uso de medicamentos que foram relacionados ao
aparecimento de lesões cutâneas. O objetivo do presente estudo é a
descrição de um caso clínico de uma paciente diagnosticada com a Síndrome de Stevens Johnson associado ao uso da fenitoína, abordando as etapas desde a fase de acolhimento, até o fechamento do diagnóstico e tratamento utilizado, remetendo à discussão do uso apropriado das drogas e da necessidade de conhecer os seus efeitos colaterais e de realizar o diagnóstico precoce, para que seja possível estabelecer em
tempo hábil o tratamento adequado, minimizando os riscos de um prognóstico desfavorável.

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