Revista de Ciências, Vol. 7, No 1 (2016)

Epidemiologia da Esquistossomose Mansônica e Parasitoses Intestinais em um Distrito de Caratinga, Minas Gerais

Marisa Cristina da Silva, Rodrigo Sousa Pinto, Érica Luciana Nascimento, Emanuel Teixeira da Silva, Lamara Laguardia Valente Rocha

Resumo


O presente trabalho objetivou avaliar a prevalência de esquistossomose
mansônica e parasitoses intestinais na população urbana do distrito de Sapucaia, município de Caratinga, Minas Gerais. Para caracterizar o perfil clínico-epidemiológico, buscou-se averiguar a associação entre
a prevalência e a intensidade da infecção e as condições ocioeconômicas
e comportamentos da população junto a águas naturais. Foram analisados 275 indivíduos, sendo que o exame parasitológico apontou maiores índices de positividade para Schistosoma mansoni (40%) e Ascaris lumbricoides (28%). Registrou-se 7,3% de homens contaminados e 5,5% de mulheres, não ocorrendo relação significativa entre o percentual de positividade e o sexo. A relação entre grau de instrução e o percentual de positividade também não foi significativa, apesar de haver tendência de valores maiores para os indivíduos que
possuem somente o 1º grau. Encontrou-se maiores percentuais de positividade nos exames para os indivíduos que utilizam água de rios para uso doméstico (15,7%), que consomem água sem tratamento (32%), que não tem qualquer sistema de captação de esgoto (57,1%) e que fazem contato com águas naturais para lazer ou pesca (16,9%). A
área urbana de Sapucaia registrou valores de baixa endemia para a esquistossomose. No entanto, é necessário avaliar o programa de controle, tendo em vista a faixa etária com maior prevalência (25-33 anos) e a ausência de informação sobre a forma clínica para os indivíduos acometidos.

Texto Completo: PDF