Revista de Ciências, Vol. 6, No 2 (2015)

Impulsividade e inteligência

Carolina de Souza Morais, Edcarlos Freitas Pinto, Jéssyca Aparecida Maia Eufrasío, Rodrigo Lisboa Batalha, Ulisses Gonçalves de Souza, Ricardo Luís Aguiar Assis

Resumo


Introdução: Na literatura nacional uma grande parte das informações referentes a impulsividades estão relacionadas as áreas motoras, emocionais, ao autocontrole e a inteligência emocional. E, por se tratar, em sua maior parte, de características emocionais, existe um foco maior no subjetivo do indivíduo e em sua inteligência emocional. Objetivo: Medir o nível de impulsividade de adolescentes, com um foco na impulsividade motora, impulsividade atencional e impulsividade por não planejamento. Métodos: Participaram do estudo 200 adolescentes atendidos no Centro de Referência a Saúde CASU UNEC. Minas Gerais. Os adolescentes foram submetidos a responder os seguintes instrumentos: Questionário Sócio Demográfico e de Saúde; Young Self-Report Scale (YSR); Escala Barratt de Impulsividade (BIS - 11); Teste Wisconsin de Classificação de Cartas – WCST. Resultados: Os grupos foram divididos em Quartis. O grupo 1, denominado de “não impulsivo”, composto por sujeitos com pontuação igual ou inferior a 61 pontos. O Grupo 2, denominado de “pouco impulsivo”, agrupado por sujeitos com pontuações variando de 62 a 66. O grupo 3, intitulado de “impulsivo”, foi formado por sujeitos que pontuaram de 67 a 71 pontos. Já o grupo 4, nomeado “muito impulsivo”, foi constituído pela pontuação acima de 72 pontos. Com a análise dos dados foi possível observar que a relação com o fator total foi significativa, indicando que quanto maior a impulsividade maior também os problemas avaliados, ou seja, maior o comprometimento de funções cognitivas e problemas de sociabilidade. Conclusão: Os dados apresentados demonstram a variação do nível de impulsividade dos adolescentes e a relação entre o comportamento impulsivo com a inteligência emocional dos mesmos.

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