Revista de Ciências, Vol. 5, No 3 (2014)

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE DISTROFIA MUSCULAR DO TIPO CINTURAS E MEMBROS E INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA: RELATO DE CASO

Géssica da Silva Oliveira, Celso Simões Caldeira Júnior

Resumo


A presente exposição tem por finalidade o relato de caso de uma paciente com distrofia muscular progressiva do tipo cinturas e membros, em um caso clínico tratado inicialmente como polimiosite. O relato descreve o tratamento fisioterapêutico da paciente realizado duas vezes por semana por sessenta minutos, durante o período de 10 anos de tratamento fisioterapêutico. Os atendimentos foram realizados na clínica de fisioterapia da prefeitura municipal de São Domingos das Dores e os dados foram colhidos por meio de quatro fichas de avaliação fisioterapêutica, as três primeiras realizadas pelo fisioterapêuta responsável pelo atendimento na clínica da prefeitura e a quarta ficha de avaliação realizada pela estagiária de fisioterapia autora deste estudo. A distrofia muscular tipo cinturas e membros é uma patologia de caráter progressivo, provocada por deficiência de proteínas específicas do tecido muscular. Ocorre em ambos os sexos, com quadro clínico de atrofias e fraquezas musculares nas porções proximais de cintura pélvica e escapular. Os sintomas se iniciam geralmente após a primeira década de vida, em outros casos evoluem de maneira minuciosa com fraqueza muscular progressiva. Em todas
as formas comuns de distrofia muscular, não é possível se estabelecer
uma distinção segura com a polimiosite. Na polimiosite ocorre o desenvolvimento de um processo inflamatório, com manifestação de fraqueza muscular simétrica e proximal. O diagnóstico diferencial da distrofia muscular tipo cinturas e membros é obtido pela anamnese, pelo exame clínico, evolução dos sintomas e por provas laboratoriais, eletrodiagnóstico e biópsia muscular. A Fisioterapia visa diminuir a progressão dos sintomas que afligem os pacientes portadores de distrofia. Conclui-se com este estudo que o principal benefício da fisioterapia para a paciente foi à melhora da dor. A fisioterapia também possibilitou a manutenção da função, diminuição de alterações da postura e da marcha, socialização e melhora da qualidade de vida da paciente. A confusão no diagnóstico pode ser justificada devido à semelhança entre as duas patologias, características das alterações do eletroneuromiografia realizado inicialmente e a não realização da biópsia muscular no início, tendo em vista as dificuldades para a realização deste exame.

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